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Vacas geram formigas em Pelotas, RS

Setembro 12, 2008

Em 1999, na cidade norte-americana de Chicago, foi criada uma espécie de exposição itinerante, cujo objetivo era estimular a criatividade dos artistas locais e levar o resultado para as ruas, gerando uma exibição pública da arte, de uma forma acessível a todos. Ao final, havia ainda o objetivo de leiloar as obras, revertendo o valor arrecadado para a caridade.

 

Nascia aí a Cow Parade, que já percorreu inúmeras cidades ao redor do planeta, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Veja alguns resultados deste evento.

Melted cow – Budapeste

Vaca Drummond – Rio de Janeiro

A Cow Parade gerou uma enorme repercussão, atraindo a atenção de toda a mídia dos países por onde ela passava, além de uma ótima aceitação do público, que não se cansava de tirar fotos com as obras, chegando até a “levar” pedaços das pobres vaquinhas como souvenir.

Em 2006, foi criado algo semelhante na Alemanha, mas, ao invés das vacas, usaram leões. Conhecida como Münchner Löwerparade, ou Parada de Leões de Munique, a idéia era a mesma da Cow Parade. Veja imagens:

 

Dado tamanho sucesso, a agência Insight, do interior gaúcho, resolveu adaptar a idéia e usar como uma ação de marketing para divulgar a Feira Nacional do Doce. Surgiu, então, o projeto Trilha Doce. A ação espalhou pela cidade de Pelotas diversas formigas gigantes, em uma alusão à cultura doceira da região, reconhecida nacionalmente. Expostas em parques e avenidas, os formigões, moldados e pintados por artistas plásticos locais, simbolizam a invasão dos insetos em busca do melhor doce do Brasil.

 

Veja alguns exemplos das formigas customizadas:

 

 

O povo local adorou as intervenções urbanas e a campanha criada para a 15ª Fenadoce ganhou prata no Prêmio Colunistas Rio Grande do Sul 2008, na área Ações Promocionais, categoria Produto Cultural.

Eu achei que foi um ótimo caso de adaptação de uma idéia para o campo da publicidade. E você, o que achou? Boa idéia? Falta de criatividade? Inspiração ou plágio? 

O Marlboro Man não fica desempregado nunca!

Setembro 5, 2008

Para quem não sabe, a propaganda de cigarros no Brasil e em diversos países do mundo ficou restrita apenas ao ponto-de-venda.

Assim, eu pensei: o que fará da vida o clássico Marlboro Man, símbolo da marca de cigarros? Ficaria desempregado? Viveria de fazer shows em festas de peão de boiadeiro?

Eis que, graças ao apurado sistema de pesquisa do Preferência, descobrimos que o cowboy continua circulando pelo mundo da publicidade. Os anúncios a seguir servem para mostrar como a propaganda serve de referência para a criação.

Algumas campanhas se tornam tão famosas que são incorporadas ao imaginário popular, servindo como inspiração para ser parodiada. Só campanhas de muito sucesso podem servir para tal, já que, se não fosse de conhecimento da grande parcela da população, não teria o efeito desejado.

Segue abaixo um exemplar da campanha criada pela agência americana Leo Burnett, em 1963, para a marca de cigarros Marlboro.

 

 

 

Inspirados pelo herói da indústria tabagista, a agência Ogilvy & Mather indiana criou uma campanha alertando para os riscos aos fumantes passivos. Criada para a “Cancer Patients Association”.

 

 

Essa peça é sensacional, mas fica ainda no universo do fumo. Usar o símbolo do cigarro contra o cigarro faz sentido; é um caminho simples de seguir.  Mas os próximos exemplos usam o conceito da campanha do Marlboro de “Come to Marlboro Country” para produtos que não possuem nenhuma relação possível com a campanha original.

Veja a criação da agência alemã .start  para a Burger King.

 

 

 

E uma sensacional campanha que aproveitou o conceito “Come to where the flavor is”. Criada pela Leo Burnett para a marca de pirulitos Chupa Chups, tem o título “Come back to where the flavor is”.

 

 

Alguém saberia mais uma utilidade para o Marlboro Man? Bom, pelo visto de fome ele não morre; já de outras causas…